74 de 90 indústrias da região não têm site próprio
Peguei 90 indústrias de Piracicaba, Limeira, Americana, Santa Bárbara e Rio Claro e procurei cada uma no Google, como um comprador de fora faria. Este é o resultado, sem nome de empresa nenhum.
- Empresas olhadas
- 90
- Cidades
- 5
- Período
- Setembro de 2026
- 82%
- 74 de 90 sem site próprio
- 30%
- 27 não retornam nada
- 16
- têm site próprio
Sem domínio no ar. No máximo uma ficha em diretório de terceiro, que a empresa não controla e onde não consegue dizer o que fabrica.
Buscar o nome da empresa mais a cidade não traz site nem ficha. Para quem procura de fora, essa indústria não existe.
Menos de uma em cinco. Nesse grupo é que a disputa por busca técnica acontece hoje — e ela está praticamente vazia.
A leitura fácil é “que mercado atrasado”. A leitura útil é outra: num mercado onde 8 em cada 10 concorrentes não existem na busca, aparecer não exige orçamento de gigante — exige aparecer. O comprador industrial que pesquisa um processo técnico encontra uma primeira página quase vazia, e cota quem está nela.
Por cidade
Onde o buraco é maior
Piracicaba
34 empresas74%
sem site próprio (25 de 34)
8 sem nada encontrável no Google
Santa Bárbara d'Oeste
20 empresas75%
sem site próprio (15 de 20)
5 sem nada encontrável no Google
Limeira
16 empresas100%
sem site próprio (16 de 16)
8 sem nada encontrável no Google
Americana
12 empresas83%
sem site próprio (10 de 12)
2 sem nada encontrável no Google
Rio Claro
8 empresas100%
sem site próprio (8 de 8)
4 sem nada encontrável no Google
Fora da lista
A sua cidade não está aqui?
O diagnóstico faz o mesmo levantamento para a sua indústria, onde ela estiver.
Limeira e Rio Claro aparecem com 100% — e é justamente onde a amostra é menor (16 e 8 empresas). Trate como sinal forte, não como censo: o recorte não prova que nenhuma indústria dessas cidades tem site, prova que nenhuma das que entraram na lista tinha.
Por processo
Nenhum processo escapa
| Processo | Olhadas | Sem site | % |
|---|---|---|---|
| Usinagem | 44 | 35 | 80% |
| Caldeiraria | 13 | 10 | 77% |
| Peças sob desenho | 11 | 10 | 91% |
| Metalurgia | 9 | 7 | 78% |
| Ferramentaria | 6 | 5 | 83% |
| Tratamento de superfície | 3 | 3 | 100% |
| Montagem industrial | 2 | 2 | 100% |
| Ensaios | 1 | 1 | 100% |
| Máquinas e equipamentos | 1 | 1 | 100% |
Usinagem é o maior grupo da amostra (44 das 90) e o mais representativo: 80% sem site. Os grupos de uma ou duas empresas estão na tabela por transparência, não porque digam algo.
Como foi feito
O método, inteiro
De onde saiu a lista
Listagens públicas por cidade e categoria (Guia Telefone, Econodata). Amostra de conveniência, não censo.
O que foi olhado
Busca no Google pelo nome da empresa mais a cidade, uma a uma, como um comprador de fora faria. Sem acesso a sistema, painel ou dado interno de ninguém.
“Sem site próprio”
Não tem domínio no ar. Pode aparecer em diretório de terceiro — ficha que a empresa não controla, não atualiza e onde não diz o que fabrica.
“Nada encontrado”
A busca não retornou site nem ficha de diretório. No máximo o telefone.
Nenhum nome publicado
O recorte é por cidade e por categoria. O objetivo é o tamanho do buraco no mercado, nunca expor quem está dentro dele.
O que pode estar errado
Listagem pública envelhece, e uma empresa pode ter site novo que ainda não indexou. 4 das 90 ficaram marcadas como “conferir” por homonímia ou site que não abriu — contam no total e ficam fora dos recortes que exigem certeza.
Se a sua indústria está nessa lista e o dado sobre ela está errado, me escreva que eu corrijo e republico. contato@escaladigital.org
Você é um dos 74?
O mesmo levantamento, feito só para a sua indústria: o que um comprador encontra ao procurar pelo seu processo, quem aparece no seu lugar e o que dá para corrigir sem contratar ninguém. Uma página, sem custo.
O levantamento da sua indústria sai esta semana
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